Ensina-nos Martin Luther King: “Na nossa sociedade, privar um homem de emprego ou de meios de vida, equivale, psicologicamente, a assassiná-lo”.
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‘Quem apostou na divisão do partido pescou em águas turvas e se deu mal’, diz deputado

MARIA LIMA E SILVIA AMORIM 

O senador Aécio Neves posa para foto com a bancada do PSDB na Câmara. Eles se reuniram numa churrascaria de Brasília
Foto: Alexssandro Loyola / Divulgação
O senador Aécio Neves posa para foto com a bancada do PSDB na Câmara. Eles se reuniram numa churrascaria de Brasília Alexssandro Loyola / Divulgação
BRASÍLIA e SÃO PAULO - A costura política feita esta semana em São Paulo para acomodar o ex-governador José Serra e aliados em postos-chave da Executiva Nacional é o trunfo que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vai apresentar neste sábado ao ser empossado como o novo presidente do PSDB, na convenção nacional do partido. Vencida esta etapa, Aécio começa a fazer a transição para 2014, com o desafio de conquistar o apoio de todo o partido para construir sua candidatura a presidente da República.
Em São Paulo, com exceção do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, integrantes do PSDB, inclusive o governador Geraldo Alckmin, adotam discurso cauteloso quanto à candidatura presidencial do senador mineiro. Mas Serra, Fernando Henrique e Alckmin vão chegar juntos com Aécio à convenção, num gesto para demonstrar unidade. Esta semana, Alckmin foi enfático ao afirmar que esse é um assunto que ainda precisa ser debatido internamente.
— Eu acho que nós temos vários bons candidatos, mas essa definição tem que ser no fim do ano, começo do ano que vem. Não há razão para estar escolhendo o candidato quase dois anos antes — afirmou Alckmin, na quinta-feira, quando perguntado se a eleição de Aécio o fortalecia como presidenciável do PSDB.
— Hoje há um sentimento majoritário de que, se fosse o momento decisório, Aécio seria o candidato a presidente. Mas em política tudo tem seu tempo certo. Como dirigente partidário da instância paulista, posso dizer que, nesse momento, o candidato a presidente é o Aécio — disse o presidente do diretório do PSDB de São Paulo, Duarte Nogueira (SP), um dos serristas que apoiam Aécio.
— O Aécio tem a exata noção do “timing”, sabe que é um passo de cada vez. O primeiro passo foi a construção da unidade. Quem apostou na divisão do PSDB pescou em águas turvas e se deu mal. Agora é gastar pouca energia dentro de casa e sair em caravanas país afora — disse o presidente do PSDB de Minas, deputado Marcos Pestana.
Alguns motivos explicam a cautela paulista. No caso de Alckmin, existe uma questão pessoal em jogo, segundo aliados do governador.
— Ele não é a favor de antecipar a candidatura do Aécio porque não quer antecipar a própria candidatura à reeleição em São Paulo. Uma levaria inevitavelmente a outra. E não interessa ao partido em São Paulo encurtar o governo e começar uma campanha. Isso interessa, sim, ao PT, mas não ao PSDB — disse um tucano da ala alckmista.
Há também a preocupação de não melindrar o grupo do ex-governador José Serra, que deixou claro, há alguns dias, que ainda tem pretensões políticas ao dizer que “ainda espera ter mais cargos”. Uma terceira explicação é de ordem partidária: excluir a militância do processo de escolha do candidato para 2014, reforçando mais uma vez a tese de que o PSDB é um partido que toma decisões de cima para baixo, poderia provocar falta de engajamento na campanha.
Reforçar a militância e aproximar o PSDB do povão são dois dos novos desafios de Aécio. Ele e seus aliados acreditam que a mudança de comando, com a chegada de um presidente jovem e de outro estado — saindo de São Paulo, que controla o partido desde sua criação —, cria uma nova expectativa em relação ao principal partido de oposição ao governo instalado no Planalto há dez anos. Pesquisas, consultorias, assessorias em várias áreas e muitos estudos estão em campo para definir o cenário que Aécio deve atacar. Ele mesmo costuma citar um exemplo de onde o partido deve chegar:
— Temos que ir à periferia de São Paulo, por exemplo, saber o que o jovem dessa comunidade está reivindicando. Além de bolsas (família e de estudo), ele precisa de banda larga em todo lugar por onde anda. São carências deste tipo que precisamos identificar, para apresentar soluções. Se somos alternativa de poder, temos que propor soluções para tudo que está faltando.
Aécio passou o dia de ontem fazendo os acertos dos últimos detalhes da composição do novo comando do partido. Outra costura política foi feita para acomodar Álvaro Dias (PR), que integrará o colégio de vice-líderes juntamente com Alberto Goldman (SP), Tasso Jereissatti (CE) e os também senadores Ciro Miranda (GO) e Cássio Cunha Lima (PB), além de Mendes Thame (SP) no segundo cargo mais importante, a secretaria geral. Aécio ainda acertou com Serra de pôr como vogais na Executiva outras pessoas da confiança dele: os deputados Jutahy Magalhães (BA) e Antonio Imbassahy.
O ex-presidente Sérgio Guerra irá para o Instituto Teotônio Vilela, e Bonifácio de Andrade presidirá o Conselho de Ética. No lugar de Eduardo Jorge, na tesouraria, Aécio quer prestigiar uma mulher.
Com os principais nomes da Executiva Nacional escolhidos, Aécioparticipou na sexta-feira de um almoço de confraternização com a bancada do PSDB na Câmara, numa churrascaria em Brasília. Mendes Thame, que participou do almoço, telefonou logo depois para Serra, Alckmin e Goldman para agradecer o apoio.
— Foi um trabalho de aglutinação intenso nas últimas semanas. Há uma preocupação em ter na direção partidária uma formação que contemple todas as forças políticas do partido. Sou admirador de Serra, Alckmin e Goldman, e fã do Fernando Henrique. Sinto-me honrado de poder representar lideranças como essas na Executiva — disse ontem Thame ao GLOBO.
Duarte Nogueira gostou do discurso de Aécio no almoço:
— Ele disse que vai fazer um choque de gestão no PSDB, dar um caráter modernizante na administração, na comunicação, estabelecendo metas para filiação, criando núcleos de mulheres, juventude, sindical, negros, com mais visibilidade na imprensa e mídias sociais.
Passada a convenção, Aécio vai estrelar as inserções do PSDB no rádio e na TV durante quatro dias, a partir do dia 21, no horário nobre. E também o programa nacional de 10 minutos do PSDB, no dia 30 de maio.

joseny candido 18052013





Para aprovar MP dos Portos, governo distribui benesses a toque de caixa

  • Governo apressa medidas econômicas para agradar parlamentares


Para aprovar mudança na lei dos portos, governo liberou recursos para usineiros do Nordeste e autorizou instalação de lavras minerais
Foto: Pablo Jacob / Agência O GloboPAULO CELSO PEREIRA
DANIEL FARIELLO (EMAIL)
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Atualizado: 
Para aprovar mudança na lei dos portos, governo liberou recursos para usineiros do Nordeste e autorizou instalação de lavras minerais Pablo Jacob / Agência O Globo
BRASÍLIA – Um conjunto de medidas econômicas divulgadas de forma pulverizada nas 24 horas finais de tramitação da medida provisória dos portos atendeu a interesses de políticos e partidos que tiveram papel decisivo na aprovação da MP dos Portos. Na quinta-feira à tarde, no mesmo momento em que o Senado analisava de forma acelerada a MP, o Ministério da Fazenda convocou uma entrevista coletiva para anunciar que o governo daria subvenção de R$ 125 milhões para produtores de cana atingidos pela seca no Nordeste. O secretário executivo substituto do ministério, Dyogo Oliveira, chegou ao encontro com os jornalistas e deixou clara a intempestividade da medida:
— Desculpem chamar vocês de forma apressada, mas é porque a subvenção foi acertada com o setor ontem (na sexta-feira) — disse.
A medida era um dos principais pleitos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que lutava há meses pelo benefício aos agricultores. No momento do anúncio, Renan comandava com pressa a sessão para sacramentar a aprovação da MP dos Portos. Uma semana antes, quando a MP começou a ser votada no plenário da Câmara, Renan foi ao Ministério da Fazenda e teve conversa reservada com o ministro Guido Mantega.
Liberação de lavras para mineradoras
A medida atendeu também o anseio de outro parlamentar alagoano que teve papel importante na votação da MP. O líder do PP na Câmara, Arthur Lira, defendia o benefício há meses e na madrugada de quarta-feira teve atuação decisiva na manutenção da maioria da bancada do partido no plenário da Câmara. No momento mais crítico da votação, entre 5h40 e 7h, Lira conseguiu segurar 25 dos 37 deputados de sua bancada na Casa. O deputado festejou a medida, mas diz que só foi informado após a aprovação da MP.
O benefício aos produtores de cana não foi o único direcionado a atender pleitos de parlamentares. Passava das 22h de quarta-feira, quando a Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto divulgou uma “Nota à Imprensa” informando que a presidente Dilma Rousseff sancionara uma medida provisória com a possibilidade de parcelamento dos débitos de estados e municípios com o Pasep, com redução de juros e multa. A divulgação desse tipo de informação já seria atípica pelo conteúdo, pois não é comum o Planalto detalhar como é feita a sanção de MPs, mas causou ainda mais estranheza pelo horário. Naquele momento, os principais veículos de comunicação do país já tinham seus noticiários consolidados.
O texto informa que o Executivo “manteve no texto a inclusão, feita pelo Congresso Nacional, do parcelamento de débitos desses entes federados com o Pasep”. O relatório dessa MP, no qual foi incluída a possibilidade de parcelamento do Pasep, foi do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e havia expectativa de veto pela presidente.
Benesses ao setor produtivo pleiteadas por parlamentares há tempos também também foram concedidas no setor mineral na tarde de quarta-feira. Depois de mais de dois anos tendo congelado qualquer emissão de nova portaria de lavra para início de exploração de mineral estratégico no país, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, autorizou a instalação de três projetos bilionários no país.
Três empreendimentos somam R$ 20 bilhões
O ministério havia congelado as emissões de novas lavras desde que avançaram as discussões sobre a elaboração do novo Código da Mineração, que está para ser enviado ao Congresso. O governo já havia informado a parlamentares que, mesmo antes do envio do novo marco regulatório, novas licenças seriam emitidas em breve, mas a assinatura ocorreu exatamente na quarta-feira, dia em que as discussões na Câmara viraram a noite.
Os três empreendimentos de mineração autorizados por Lobão estão localizados na Bahia, em Minas Gerais e em Santa Catarina. Os três figuram entre os principais projetos de mineração represados que reúnem um total de investimentos de R$ 20 bilhões, segundo o Instituto Brasileiro da Mineração (Ibram).
Só a Bahia Mineração pretende investir US$ 1,5 bilhão em Caetité (BA). A Bamin já adquiriu a capacidade total de transporte de carga da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), ferrovia que corta o interior da Bahia e que chegará até o Porto Sul, projeto que será concedido depois da aprovação da MP e que tem a própria Bamin entre os interessados pela concessão.
O Ministério de Minas e Energia informou que concessões de lavras de bens minerais obedecem exclusivamente a critérios técnicos e jurídicos e são emitidas após trâmite normal dos processos.
joseny candido 18052013




Thor Batista responde por atropelamento
Foto: Fábio Guimarães / Agência O Globo

  • Pela movimentação no local do acidente, militar percebeu que o atropelador era importante

    RIO — O bombeiro Márcio Tadeu Rosa da Silva sequer tem seu nome citado no processo de homicídio culposo a que Thor Batista responde. Ele passaria despercebido no caso, se não tivesse recebido R$ 100 mil por ter orientado os parentes do ciclista Wanderson Pereira, desde o acidente. Foi ele quem teve o primeiro contato com a família de Eike, chegando a negociar com eles quem pagaria o enterro da vítima.
    — Ele foi fundamental, pois sabe como as coisas funcionam. Eu fiquei em estado de choque. Nem sabia quem eram essas pessoas (Thor e Eike). Eles nos procuraram, porque queriam que colocássemos água na fogueira — contou Maria Vicentina Pereira, tia de Wanderson.
    Márcio é namorado de uma das filhas de Maria Vicentina e, logo que soube do acidente, correu ao local, na Rio-Petrópolis, para identificar o corpo. Lá, percebeu que havia uma movimentação fora do comum e desconfiou da importância do atropelador. Depois de descobrir quem era o autor do crime, ele foi eleito o intermediário entre a família e um emissário de Eike Batista.
    A primeira divergência surgiu quanto ao valor do enterro. Como o rosto da vítima estava desfigurado, Márcio fez questão de providenciar o melhor profissional para restaurar o corpo, além de pedir o caixão mais caro. Todo o serviço funerário saiu por R$ 8 mil. Em seguida, coube a ele a contratação do advogado que costurou o acordo de R$ 1 milhão com Thor e Eike.

    Joseny Candido 18052013





RICARDO BRITO - Agência Estado
A Comissão de juristas do Senado, que discute mudanças no Código Penal, aprovou nesta sexta uma proposta que prevê a extinção da pena contra uma pessoa que devolva um bem que tenha sido furtado. Essa possibilidade só será permitida nos casos em que a vítima concorde expressamente com a entrega do produto.
Pelo atual código, de 1940, é impossível ao acusado por furto comum fazer um acordo nesses moldes. Na prática, mesmo com a restituição do bem, o juiz se vê obrigado a prosseguir com o processo e aplicar penas que vão desde a prisão por até quatro anos à aplicação de multa. O máximo que a Justiça pode fazer, quando o criminoso é primário e o bem tem pequeno valor, é reduzir a pena em até dois terços, substituir a pena de reclusão por detenção ou ainda aplicar somente uma multa.
A proposta aprovada hoje permite a realização de um acordo antes do processo ser instaurado. Isso ocorreria numa audiência de conciliação, caso a vítima concorde com a devolução do bem e não queira prosseguir com uma ação. O acordo pode ser firmado durante o processo. Outra hipótese para que o autor do furto seja anistiado é entregar outro bem ou valor indicado pela vítima. O acordo também valeria para o furto praticado por reincidentes, decisão impossível atualmente. A pena poderá ser extinta para qualquer valor do bem.
"Vamos revalorizar o papel da vítima e prestigiar a desencarceirização dos condenados", afirmou Juliana Belloque, defensora pública do Estado de São Paulo e integrante da comissão. "A grande maioria (dos beneficiados com a mudança) serão as pessoas pobres", disse.
Juliana cita dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para mostrar o elevado gasto público com os atuais presos por furto. Segundo o órgão do Ministério da Justiça, no ano passado, 65 mil pessoas estavam presas pelo crime. No mês passado, ela teve acesso a uma condenação da Justiça Federal paulista de uma pessoa a um ano e seis meses de prisão por ter furtado de um supermercado duas bandejas de iogurte infantil. Como o condenado era reincidente, a pessoa não tinha direito a qualquer benefício da lei.
Os integrantes da comissão sugeriram diminuir as penas mínima e máxima para o crime de furto simples. Pelo texto, a pena de prisão ficará de seis meses a três anos de prisão. Hoje é de um ano a quatro anos de prisão.
A proposta, porém, manteve as penas para o crime de furto qualificado variando de três a oito anos de prisão. Só sugeriu novos qualificadores, como nas hipóteses de o furto ter sido contra coisa pública ou de bem de domínio público, tenha causado calamidade pública, ou si realizado mediante emprego de explosivo ou de forma perigosa. Para a comissão, os qualificadores da legislação atual, como furto com emprego de chave falsa ou tendo sido feito por escalada a algum local, estão fora de uso.
joseny candido 18052013






O soldado Helias Silva Lima Junior, 28, faleceu por volta das 9h15min desta quarta-feira (15/06), no Instituto Doutor José Frota (IJF). O policial militar, que era do Ronda do Quarteirão do bairro Lagamar, foi vítima de um tiro disparado na cabeça na noite desta terça-feira, 14. Ele estava cumprindo prisão disciplinar de cinco dias, após uma discussão com oficiais da corporação.

De acordo com relato de testemunhas, o soldado estava em horário de trabalho e foi flagrado sem a boina (acessório de uso obrigatório no fardamento dos militares).

O fato gerou intensa discussão após o soldado justificar ao oficial que o motivo de não estar utilizando a boina naquele momento era devido a um tratamento capilar.

Testemunhas dizem que o soldado se sentiu constrangido e humilhado pelos oficiais perante a tropa.

Segundo o irmão do militar, ele não teria suportado a situação e acabou atentando contra a própria vida.

Fonte: CNEWS Via: Camocim Polícia24hs poliglota

joseny candido 17052013



 Coluna ONs e OFFs
A política no seu dia a dia


Fora da pauta
Fotos: Divulgação; Roberval Eduão

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou de pauta o caso do ex-governador Joaquim Roriz, que estava previsto para ser julgado hoje. A decisão é da ministra Carmem Lúcia, presidente do colegiado, que pautou 55 ações relativas a prefeitos eleitos ano passado e que precisam de rápida solução.  O recurso ordinário (2362/2009), impetrado pelo PCdoB contra a candidatura ao Senado em 2006 do ex-governador deve ser julgado somente no mês que vem. Roriz utilizou-se do número 156 como candidato, em alusão ao telefone de atendimento da Caesb, enquadrando o caso como conduta velada a agente público. Caso julgado procedente, o suplente de Roriz, senador Gim Argello (PTB), também deve perder o mandato.

De olho nos números

Faltando quase um ano para o prazo das convenções partidárias para a eleição de 2014, é chegada a hora de se atentar aos números das pesquisas de intenção de voto. Uma delas é do Instituto Dados, que circula nos bastidores. Para o governo, quem lidera é um velho conhecido, que talvez nem candidato seja, seguido por uma distinta senhora. Depois vem um novato, seguido por outro que atualmente é bem rejeitado. Para distrital, o panorama é mais tranquilo, pois os números são muito dispersos, fato que não tira a preocupação de alguns mandatários que estão em baixa. Depois dessa, o jeito é correr para encomendar sua própria pesquisa e comparar para tentar corrigir os erros enquanto é tempo!



Desprestígio em potencial

O sargento da PM Jânio Farias Marques, o conhecido Guarda Jânio (PSB), que atua no trânsito em Taguatinga e Ceilândia, anda desprestigiado entre as lideranças políticas. Ele, que na última eleição obteve 13.735 votos, mais que alguns dos distritais atualmente eleitos, não conseguiu nenhum cargo junto ao governo e, muito menos, mobilizar as autoridades para atender demandas de seus fiéis eleitores. Jânio luta pela construção de uma academia comunitária e pela melhora do trânsito no balão ao final da avenida Hélio Prates. Com medo de perder espaço na base eleitoral, os distritais e o governo não deixam que Jânio consiga levar nada para região.

Acontece que um outro distrital que irá disputar uma vaga à federal, procurou o Guarda para fazer uma dobradinha em Ceilândia. Ele sabe do potencial eleitoral de Jânio e o convidou para mudar de partido, prometendo atender aos pedidos do Guarda, que está fechando a parceria. Depois das eleições, muitos poderão ver que o desprezo fez falta, principalmente aos soberbos que se preocupam em perder espaço ao invés de cultivar novos eleitores!



Esforço concentrado

A Câmara Legislativa fez um esforço concentrado ontem (15), votando 14 projetos de lei, tanto do Executivo, quanto de parlamentares. Entre os projetos aprovados estão: PL 1487/13, do Executivo, que reajusta os vencimentos da carreira de enfermeiros no DF; o PLC 62/13, do Executivo, que institui o Fundo dos Direitos do Idoso; o PL 1134/13, do deputado Robério Negreiros (PMDB), que cria a semana de saúde vascular; o PL 488/11, do deputado Agaciel Maia (PTC), que obriga a divulgação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); e o PL 668/11, do distrital Oalir Francisco (PTdoB), que obriga a fixação de cartazes no interior de bancos e similares informando sobre o desconto no pagamento antecipado de parcelamentos.



Pressão categórica

As carreiras de enfermeiros e de agentes de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) fizeram muita pressão e barulho ontem (15) na CLDF. As categorias querem o reajuste na remuneração e a isonomia com relação a carreiras congêneres. Depois de muitos debates e da realização de sessões extraordinárias das comissões de Economia e Finanças (CEOF) e de Assuntos Sociais (CAS), que analisariam os projetos das categorias, tudo ficou para semana que vem. Os parlamentares querem mais tempo para discutir e emendar os projetos. Além dos servidores, outra classe também fazia pressão sobre os distritais, os quiosqueiros, que querem a votação do projeto de definição de prazos e modelos para regularização dos quiosques, que também acabou sem ser apreciado. Ultimamente a CLDF só recebe pressão de categorias de servidores públicos, que acabam quebrando o marasmo da Casa.



Direito a ter Direito

          Foto: Reprodução

Os defensores públicos do DF serão homenageados hoje na CLDF, por iniciativa do deputado Chico Leite (PT). O parlamentar é autor de diversas ações em defesa da Defensoria Pública, que trabalha em prol daqueles que não podem pagar um advogado. Este ano, leite destinou R$ 500 mil em emenda parlamentar para a concessão de bolsas de estágio no órgão. A audiência vai comemorar o dia do defensor público, chamado de “direito a ter Direito”. Em 2010, o órgão (CEAJUR) alcançou sua autonomia orçamentária, financeira e administrativa, abrindo caminho para sua transformação em Defensoria Pública, também por iniciativa de Chico. “A prestação jurisdicional é dever do Estado e direito de todos, por isso foi uma vitória da Defensoria e da sociedade”, enfatizou.



Bate boca

Os bate bocas entre os distritais são corriqueiros, ainda mais quando conflitam posições de decisão individual. Ontem (15), os deputados Chico Vigilante (PT) e Chico Leite (PT) promoveram, discretamente, uma destas discussões. Vigilante pediu inversão de pauta para votar o projeto dos enfermeiros, relatado pelo colega Robério Negreiros (PMDB) na CCJ. Como o relator estava ausente no Plenário, o presidente Wasny de Roure (PT) pediu a Chico Leite, que preside a CCJ, que indicasse outro relator n o Plenário. Leite defendeu a espera do relator para que o próprio pudesse expor seu parecer. Vigilante foi contra, queria a votação dos enfermeiros naquele momento. Sorte que os petistas se entendem, mas Vigilante anda batendo boca com muita gente…
Fonte:http://docafezinho.com.br/?p=24568

joseny candido 17052013
A situação está feia na Estrutural, foi publicado no Blog do Paulão da Estrutural o vídeo abaixo sobre uma denúncia de que um grupo promove derrubadas e que com isso pretendem colocar novos moradores iniciando um processo de especulação imobiliária. O grupo se identifica como da AGEFIS, porém é necessária a apuração do caso. Esperamos que as autoridades competentes possam identificar o que realmente está acontecendo na região. Esta reunião segundo informações foi feita ontem às 19 horas.




joseny candido 17052013



Depois de mais de sete horas de sessão, o Plenário do Senado aprovou a MP dos Portos (MP 595/2012), que estabelece novas regras de licitação e funcionamento para os portos do país. Foram 53 votos a favor, 7 contra e 5 abstenções. A MP perderia a validade à meia-noite.
Desde o início do debate, a oposição manifestou-se contra a votação da matéria nesta quinta-feira (16), alegando que não houve tempo suficiente para o exame do texto. Os líderes José Agripino (DEM-RN), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) chegaram a impetrar mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo uma liminar para suspender a sessão.

Em resposta, Eduardo Braga (PMDB-AM), relator da MP, e outros senadores da base argumentaram que a matéria foi amplamente discutida durante sua análise em comissão mista do Congresso e que houve poucas mudanças na Câmara. Os deputados só concluíram a votação do projeto derivado da MP (PLV 9/2013) na manhã desta quinta.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, garantiu ter seguido, no processo de votação, todas as regras do Regimento Interno no Senado e da Constituição. Ele reiterou determinação da Mesa de, a partir de agora, só receber medidas provisórias da Câmara com no mínimo sete dias de validade.


joseny candido 17052013


GOVERNADOR AGNELO QUEIROZ, DIRSOMAR CHAVES E O ADMINISTRADOR REGIONAL MANDAM PROIBIR JORNALISTA LÍDER COMUNITÁRIO DE COBRIR EVENTOS EM VICENTE PIRES.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), juntamente com o segundo suplente de Distrital Dirsomar Chaves e o administrador Ebenezer Aquino, mandaram barrar o jornalista diretor do Jornal Conversa Informal e líder comunitário Gilberto Camargos, presidente da AMOVIPE, Associação de Moradores de Vicente Pires que tem hoje 3270 associados de participar de evento em Vicente Pires, com a presença do governador.
O jornalista teve sua liberdade cerceada ao tentar entrar no Taguaparque onde o Governador Agnelo Queiroz lançava uma obra de retirada da rede de alta tensão. Ao chegar o jornalista notou que todos os seguranças o observavam e ao se dirigir ao portão, eles fecharam bruscamente o portão chegando a atingir sua perna. Nada foi dito, apenas que ele não podia adentrar ao local. Os seguranças tinham a identificação de seu carro e foto sua.
O cerceamento continuou na Rua 08 em que o Governador Agnelo Queiroz visitava uma pequena obra de tapa buracos, obra esta que o jornalista havia denunciado a péssima qualidade, durabilidade e valores já gastos outras 12 vezes nessa mesma obra e todas duraram no máximo quatro meses.
Nestes locais três seguranças pessoais do governador não permitiram que o jornalista fosse em direção ao local onde se encontrava o governador Agnelo e Dirsomar Chaves. O Jornalista tentava fotografar o evento, mas foi de todas as formas proibido, humilhado e até ameaçado pelos seguranças.
No último local a ser visitado pelo governador onde aconteceria o projeto Governo sem Cerimônia em que o governador Agnelo Queiroz e seu secretariado deveriam se reunir com lideranças comunitárias e segundo as propagandas governamentais, ele almoça com cerca de 200 lideranças da região, o jornalista e líder comunitário também foi barrado, agredido verbalmente por dois funcionários da Administração, sendo um deles concunhado de Dirsomar. Neste local, o concunhado de Dirsomar chegou a tentar rasgar a lista de convidados e gritou para todos que o jornalista não podia entrar, pois era muito perigoso e que se deixasse o jornalista entrar, então deveriam liberar o portão para todos.
O evento era para ouvir a comunidade e as lideranças. Então por que foi barrada a entrada do jornalista que hoje é o Presidente da maior Associação de moradores da região? A AMOVIPE, Associação que o jornalista preside, foi criada pela população justamente porque a ARVIPS, associação de moradores presidida pelo Dirsomar chaves, não atendia mais aos interesses da comunidade e se transformou em comitê eleitoral.
O governador teria vindo para ouvir as lideranças. Chegaram a anunciar que ele ouviria 200 líderes comunitários em Vicente Pires, porém a cidade conta com no máximo seis lideranças e todas elas assinaram carta aberta juntamente com a entidade presidida pelo jornalista e mesmo assim ninguém teve direito a palavra no local.
O motivo de  barrar o jornalista, não era porque ele representava risco a integridade física de alguns dos presentes, muito menos por medo de escândalos, mas porque o jornalista não mede esforços para defender a cidade e mostra sem cerimônia o que realmente acontece, denunciando de todas as formas o que vem acontecendo na administração regional onde quem comanda é Dirsomar Chaves.
Barrar o jornalista mostrou que o nosso governador e as pessoas ligadas ao governo em geral, tem muito a esconder e o que seria dito poderia desmascarar muita gente importante de nossa cidade.
”Não me deixaram falar por medo do que eu tinha a dizer, pois na prática, o governador emprega a proibição para fazer censura prévia”, diz Gilberto Camargos.
Segundo o jornalista, a censura começou há alguns anos quando ele começou a divulgar as irregularidades cometidas na cidade e pedia ao Administrador e ao governador para mudar suas posturas. Muitas denúncias feitas no Jornal viraram escândalos e foram parar no Ministério Público e Polícia Federal, como exemplo disto temos a Operação Perímetro em que pessoas da ARVIPS, do governo Distrital e Federal estão sendo investigadas. “Eu não criei essas matérias, só investiguei e publiquei”, diz o jornalista.
O jornalista afirmou que se sente como a blogueira cubana, Yoani Sánchez. “Assim como em Cuba, o governador do Distrito Federal não tem condições de controlar tudo e todos”, diz Gilberto. “Ele não aceita críticas e há outros jornalistas e lideres comunitários que estão sendo barrados pelo governador”, disse se referindo a uma lista de nomes que circula nas redes sociais. “A intimidação é corriqueira, a novidade é a censura”.

Segundo o jornalista,  a administração já vinha fazendo intimidação toda vez que ele ia ao local. Alguns cabos eleitorais de Dirsomar Chaves e amigos do governador já chegaram a agredi-lo verbalmente e fizeram ameaças de partir para agressão física. “Nunca me dão retorno, não respondem aos requerimentos feitos pela AMOVIPE. Não consigo falar com o administrador de forma digna, não aceitam reuniões com as lideranças, sempre dizem que estão ocupados” reclama ressaltando que quando consegue é “cercando o administrador”. Quero ser ouvido, a comunidade quer ser ouvida, cobrou.
O jornalista esclarece que não tem nenhum problema pessoal com o administrador, com  Dirsomar ou com qualquer de seus subordinados, muito menos com o Governador. Mas diz que administração está mal comandada e cheia de gente que não deveria estar no cargo. Os indicados estão afundando a administração e acabando com Vicente Pires. Declarou.
Vicente Pires precisa de gente que goste da cidade que faça o que é certo. Não precisamos de quem se identifica como líder, mas não conversa com o cidadão, não ouve os problemas e muito menos de quem passou toda a vida enganando a todos para tirar proveito pessoal. Desabafa o jornalista.
Segundo Gilberto a administração e o Governo Agnelo tem medo de ouvir as lideranças, pois as poucas obras que vem para Vicente Pires, não são prioritárias e de péssima qualidade.  Já na ARVIPS todos são militantes do PT e a maioria  dos diretores tem cargo indicado no GDF e o medo é de perder, para os verdadeiros líderes, o espaço que ainda julgam ter.
Para o jornalista, esta é a principal razão de tanto medo e de tanto desespero do pessoal do Governador Agnelo Queiroz, da Administração e da Arvips.
Fonte: http://jornalconversainformal.blogspot.com.br 16/05/2013

sgt joseny candido